1968
2000
2013
2014
2015
2016
1968
No contexto da história da ocupação e do acesso à terra, na luta pela manutenção da posse e regularização fundiária é que, em 1968, as organizações políticas e sociais do Sudoeste do Paraná demandam a implantação de uma unidade de pesquisa da EMBRAPA, que na época eram estações experimentais do MAPA, voltada à geração de tecnologias para as pequenas propriedades rurais. Buscando contribuir com esta proposta, o município de Pato Branco adquiriu terras para a implantação de uma estação experimental e doou ao Ministério da Agricultura. Posteriormente, após a não efetivação do projeto, a EMBRAPA passou esta área, em comodato, ao IAPAR, que se instalou no local.
2000
Mais de 30 anos depois, agricultores e lideranças recomeçam as articulações para que a EMBRAPA se instalasse no Sudoeste para criar um centro de difusão de tecnologia na área de bovinocultura de leite. Na área destinada para a unidade da EMBRAPA, que, novamente, não foi efetivada, instalou-se a Universidade Federal da Fronteira Sul.
2013
Um grupo de profissionais da área da pecuária, políticos, organizações dos agricultores e outras instituições buscaram novamente junto à EMBRAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA e Secretaria Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário – SAF/MDA, a instalação de uma unidade da EMBRAPA na região. Então, na Expofeira do município de Planalto, por intermédio da Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná - ACAMSOP/13, foi apresentada a proposta da “EMBRAPA da Agricultura Familiar” elaborada com a participação de 38 entidades regionais. A partir de então, houveram reuniões em Brasília, com a presença do presidente da EMBRAPA e outras autoridades para definir qual seria o modelo a ser efetivado na região.
2014
Durante o “Seminário de Integração Ensino, Pesquisa, Assistência técnica e Extensão Rural e Agricultura familiar: redes de inovação e formação”, ocorrido em Francisco Beltrão, com a participação de mais de 30 entidades ligadas a agricultura familiar, universidades públicas da região (Universidade Tecnológica do Paraná – UTFPR/Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco, UFFS/Realeza e Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE/ Francisco Beltrão), faculdades privadas, gestores e técnicos dos setores públicos e privados da região com a presença de técnicos da EMBRAPA das unidades da região sul do país e de Minas Gerais, técnicos do MAPA, IAPAR, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER, Associação Regional das Casas Familiares – ARCAFAR, União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária – UNICAFES e ASSESOAR. O Objetivo do evento foi o de promover a integração institucional e criação de redes de formação e inovação em agricultura familiar na região sudoeste do Paraná. Deste evento resultou os seguintes encaminhamentos: 1) conhecer a realidade e as demandas dos atores locais e suas interações para promover a inovação e formação para a agricultura familiar na Região Sudoeste do Paraná; 2) fortalecer e/ou criar espaços de formação e inovação; 3) construir uma agenda conjunta de inovação e formação para a agricultura familiar na região. Ao final do evento todos afirmaram a importância estratégica da presença da EMBRAPA para o desenvolvimento regional/territorial, tendo como foco a agricultura familiar nas seguintes áreas prioritárias de atuação: a) Leite; b) Hortifrutigranjeiros; c) Agroindústria Familiar e; d) Sucessão Familiar.
No final de novembro de 2014 a direção da EMBRAPA sugeriu que as lideranças da região que visitassem e conhecessem a experiência da Unidade da Embrapa Clima Temperado de Pelotas (RS), que apresenta características regionais semelhantes à proposta construída pelas lideranças da agricultura familiar do Sudoeste do Paraná. A partir da audiência com a direção da Embrapa em Brasília, das discussões e propostas elencadas no seminário na região e da visita para conhecer o modelo adotado em Pelotas, a proposta fora modificada, não mais pleiteando uma Unidade da EMBRAPA, mas sim, um Centro de Pesquisa, Validação e Transferência de Tecnologias, experiência já existentes no Brasil e que poderia ser usada na região.
2015
No início do ano de 2015 as discussões e cobranças aos deputados se intensificaram, e as lideranças da região chegaram ao um consenso, de que a EMBRAPA deveria vir em parceria com as instituições públicas de ensino superior existentes na região, principalmente com os três Campi da UTFPR na região. A proposta inicial era de ter a presença de pesquisadores da EMBRAPA que seriam acomodados nas estruturas dos Campi de Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco e formariam um Centro de Pesquisa e Transferência de Tecnologia direcionada aos agricultores familiares, técnicos da assistência técnica e da extensão rural e estudantes das universidades. E por meio desta parceria buscar investimentos para estruturar laboratórios, equipamentos e estrutura física, para que os pesquisadores pudessem desenvolver produtos e serviços a serem usados para o desenvolvimento tecnológico e social dos agricultores familiares. Mesmo sem a garantia de recursos financeiros, a proposta teve sua continuidade para a criação do Centro de Pesquisa e Transferência de Tecnologia da EMBRAPA da região sudoeste, composto por um comitê com representantes da EMBRAPA, da UTFPR, de organizações dos agricultores familiares, de entidades de classe, de instituições do poder público de esferas municipais, estadual e federal.Esta proposta foi apresentada, discutida e aprovada na presença de representantes da EMBRAPA e de lideranças regionais em reunião nos dias 14 e 15 de maio de 2015 em Francisco Beltrão, Paraná.
A criação do Centro de Pesquisa e Transferência Tecnologia da EMPRAPA dependeria da presença de recursos humanos da empresa no Território do Sudoeste do Paraná. Assim, novamente o empenho das lideranças regionais representativa das instituições públicas e da sociedade civil recomeçaram com as tratativas para solicitar junto a direção da EMBRAPA e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA), a liberação destes pesquisadores. Foi então que dirigentes regionais solicitaram da Senadora Gleisi Hoffmann que intercedesse junto a ministra Katia Abreu para conseguir uma audiência no MAPA para apresentar a proposta. A audiência com o presidente da EMBRAPA e a ministra do MAPA foi marcada no dia 01 de setembro de 2015 e contou com a presença de parlamentares paranaenses, de prefeitos e dirigentes de instituições do Sudoeste do Paraná. A Ministra aprovou a proposta e autorizou a EMBRAPA a proceder a transferência interna e cedência de pesquisadores para trabalhar e residir na região Sudoeste do Paraná.
Assim, em 2015, o debate ocorrido nas câmaras técnicas da região definiu o modelo de unidade que seria implantado, a Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia, denominada de UMIPTT. A primeira unidade do Brasil que visa não apenas a pesquisa, mas, também, a transferência de tecnologia.
2016
Em março de 2016, foi assinado o Protocolo de Intenções de Criação da Unidade pela EMBRAPA, UTFPR e IAPAR e, posteriormente, outras instituições e organizações assinaram a sua adesão à UMIPTT Sudoeste do Paraná.
No presente a UMIPTT (Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia) é formada por 16 entidades.
Foto: Divulgação Ascom/UTFPR
Inauguração Da UMIPTT Em Francisco Beltrão
24 de junho de 2016, lançamento oficial da instalação da Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPTT), no Campus da UTFPR no município de Francisco Beltrão/PR.
UMIPPT do Paraná inaugura instalações próprias
Depois do início oficial das atividades em 2016, a Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPTT), uma parceria entre Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), teve sua sede própria inaugurada no dia 1º de setembro.
Foto: Thaís Medeiros














